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5 características de um aprovado em concurso público

Douglas Schneider, Colunista Folha Dirigida

Raríssimas são as aprovações que advêm de sorte. Refiro-me àquelas de “Fulano passou sem estudar” ou “Sicrana (sim, o correto é com ‘S’ e ‘R’) foi lá fazer a prova sem estudar ‘nadinha’ e passou”. E eu posso afirmar isso depois de acompanhar centenas de alunos e perceber que a aprovação sem estudo, dedicação, abdicação, planejamento e constância é a exceção, não a regra.

E olha que eu tenho uma dessas exceções em casa – a minha querida e amada esposa. Vou contar essa história resumida para vocês: no dia 25 de julho de 2009, em um belo sábado de descanso, no auge dos seus 18 anos, ela foi avisada pela mãe que teria, na tarde do dia seguinte uma prova a fazer. “Ah, não, mãe! De novo?”. Não era uma situação incomum, afinal, minha querida sogra já havia inscrito sua filha em outros certames e provas sem consulta prévia. No dia seguinte, a contragosto, irresignada pela interrupção do sagrado final de semana, ela pegou suas canetas esferográficas de tinta preta – fabricadas em material transparente – e foi fazer a prova. Resumo da ópera: quase quatro anos depois, em 2013, ela foi nomeada e até hoje exerce seu cargo público de caráter efetivo.

Olha aí, Douglas! Tá vendo?! Sem estudar! E ela nem sabia da prova! Pois é, futuro(a) servidor(a), o problema está justamente aí! Partir da exceção para definir a regra. É importantíssimo evitar o raciocínio indutivo nesses casos, para não incorrer em falácias materiais, como muito bem explica Othon Garcia, em sua obra “Comunicação em Prosa Moderna”.

O mundo real, constituído aproximadamente 99% de pessoas reprovadas em cada certame realizado, tem raras exceções: as aprovações. Menos de 1% é aprovado e mais de 99% são reprovados, percebem? Então, para que você também faça parte da exceção, sem depender de sorte, bênção divina (não que estas sejam ruins), bondade do examinador ou qualquer outra coisa que esteja fora do seu controle direto, vou enumerar algumas características/elementos essenciais de um candidato em concursos:

  1. Resiliência: eu sei que é “chover no molhado”, mas sem essa capacidade de superar adversidades e continuar nos estudos, dificilmente você terá sucesso na jornada dos concursos públicos;
  2. Planejamento: se não houver estratégia e planejamento nos estudos, o esforço será pouco eficiente, eficaz e efetivo.
  3. Constância: de nada vale estudar 12h líquidas em um único dia da semana e voltar a estudar quinze dias depois, quiçá na semana seguinte. Duas horas-líquidas executadas todos os dias servem muito mais.
  4. Curiosidade: não seja um(a) candidato(a) preguiçoso. Não queira tudo mastigado. O cérebro aprende menos sem o esforço de pensar criticamente sobre o que se estuda. Errou uma questão de Direito Constitucional? Vá até a Constituição e procure os dispositivos que tratam do assunto.
  5. Foco: não apenas no momento do estudo, mas nas escolhas de cargo, carreira e área que faz. Escolha uma e dedique-se a ela. Evite tentar “abraçar o mundo com as pernas”, pois o único que teve sucesso fazendo isso foi o célebre personagem de Ziraldo: o menino maluquinho.

Trabalhe essas características e elementos para ser a exceção nessa regra.

Bons estudos!

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