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Onde estão as questões?

Douglas Schneider, colunista da Folha Dirigida

Antes de mais nada: não há momento errado para usar questões, na sua preparação. E o que isso quer dizer? Oras, quer dizer que questões serão sempre bem-vindas!

Você há de concordar comigo que a sua prova é composta por questões, não é? Às vezes 50, às vezes 60, 70, 80, 100 até 120 delas, a depender da carreira e cargo pretendidos. Não existe uma quantidade fixa nas provas, isso vai de edital para edital. A certeza é a de que você não será aprovado em um concurso público sem fazer questões, afinal, a prova objetiva é feita delas.

Existem questões de múltipla escolha com quatro ou cinco alternativas, dentre as quais só haverá uma única correta (de acordo com o comando que, maldosamente, pode cobrar a incorreta/exceção). Há também os itens para julgamento de “certo” ou “errado”, que tendem a ser mais numerosos nas provas. Tanto um quanto o outro podem ser de nível de dificuldade fácil, intermediário e difícil, distribuídos, em regra, com porcentagens de 30 / 50 / 20, respectivamente. Não esqueça que o nível de dificuldade depende de quem avalia e ainda da quantidade de estudo do indivíduo.

Se essa é a única certeza que você tem, por que não se preparar com antecedência? Por que não entrar em contato com o máximo possível de questões? Pois é! Por isso, não existe momento errado para resolver questões. Questões devem estar presentes no início, meio e fim da sua preparação para as provas. Gostaria de falar sobre cada um desses momentos da preparação e a característica da resolução de questões, com um pressuposto em mente: seu estudo deve ser composto por teoria e questões, não apenas questões.

No início, as questões fazem parte dos seus estudos em maior quantidade e menor qualidade na resolução. Isso quer dizer que você tende a ter menos feedback na resolução das questões, especialmente em relação aos erros cometidos, afinal, viu pouco da teoria relativa às disciplinas presentes no seu ciclo de estudos. É um tipo de resolução mais rápida e com o objetivo de compreender como o conteúdo pode ser cobrado de você, bem como estimular seu cérebro com as lacunas abertas em virtude dos erros e conteúdos ainda não vencidos. Em regra, é uma fase na qual você erra mais do que acerta.

No meio da preparação, a quantidade de questões resolvidas se reduz e o retorno sobre os erros começam a ganhar em qualidade. Você começa a compreender os porquês de errar e os acertos aparecem mais. Ou seja, seu percentual de acertos e erros se equilibra, com a tendência de aumento em relação aos acertos. Ainda existem dúvidas sobre o conteúdo, portanto algumas questões tendem a ganhar uma atenção especial frente às outras.

No fim da sua preparação – encare “fim” como o período que antecede sua aprovação –, você resolve um número ainda menor de questões, mas a qualidade na resolução e feedback aumentam vertiginosamente. Significa que você se torna um detetive atrás de respostas para erros e dúvidas, esmiuçando cada alternativa e palavra das questões resolvidas. Os porquês preenchem as lacunas deixadas nos seus materiais de revisão e, logicamente, no seu processo de aprendizagem.

Em resumo, você deve usar as questões a seu favor desde o primeiro dia da preparação. Serão fases e formas diferentes com o passar do tempo, mas como seu professor de matemática diria: “na equação dos estudos, as questões serão a única constante presente em todas as fórmulas”.

E você? Tem usado questões?

 

Bons estudos!

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